Category Archives: Saúde

Pratique os bons hábitos. Cuide de si, cuide de todos!

Teve a par das notícias?

Uma das notícias desta semana foi sobre terem sido detectados resíduos mínimos de medicamentos e cafeína na água de Lisboa. Estes resíduos muitas vezes chegam à nossa água simplesmente pelas excreções do nosso organismo outras vez por gestos inconscientes como deitar medicamentos pela sanita, pode ver um destes exemplos aqui.

Após ter lido esta notícia considerei importante relembrar como todos os nossos gestos têm impacto na Natureza, e consequentemente, impacto em cada um de nós!

Adquira e pratique estes gestos: não deite nenhum lixo quer pela sua sanita, quer para o chão, e tente reciclar o máximo que conseguir. Com estes gestos estará a cuidar de si, dos seus, de todos!

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Efeitos na saúde de uma má qualidade do ar interior

Na semana passada o post falava um pouco da importância da qualidade do ar interior. Esta semana trago-vos os diversos efeitos na saúde que uma má qualidade do ar interior pode trazer.

Antes de referir os diversos efeitos na saúde, convém fazer a ressalva que esses efeitos não são exclusivamente resultado da qualidade do ar interior, pois alguns destes efeitos também podem ser consequências de outros factores alheios à qualidade do ar interior. Assim fica aqui os efeitos na saúde que costumam estar relacionados com uma má qualidade do ar interior, mas caso sinta algum destes, lembre-se que também pode haver outro factor, não culpe logo o ar de sua casa ou do seu trabalho 🙂

São eles:

  • Infecções no trato respiratório superior (sinusite, faringite, laringite);
  • Asma alérgica;
  • Bronquite;
  • Gripe;
  • Pneumonia;
  • Tosse;
  • Falta de ar;
  • Dor de garganta;
  • Dor de cabeça;
  • Náuseas;
  • Irritação dos olhos;
  • Conjuntivites;
  • Cancro;
  • Defeitos Congénitos;
  • Problemas imunológicos;
  • Problemas do sistema nervoso;
  • Dificuldades reprodutivas;
  • Problemas no desenvolvimento;
  • Problemas oculares;
  • Problemas dérmicos;
  • Problemas respiratórios.

Se, por exemplo, tiver um destes sintomas sempre que está num dado local, e mais pessoas sintam o mesmo nesse local, é possível que esse local tenha uma má qualidade do ar interior.

Adquira este novo hábito, tenha em atenção a qualidade do ar interior!

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fonte da imagem: images.google.com

fonte: conhecimentos adquiridos

A importância da qualidade do ar interior

Esta semana ouviu-se falar dos ambientadores domésticos nocivos para a saúde, caso não esteja a par desta notícia pode encontra-la aqui ou aqui ou aqui, entre outros sites.

Hoje pretendo não falar apenas desta notícia, até porque nos links referidos em cima pode encontrar imensa informação sobre a nocividade destes ambientadores para a saúde. Assim pretendo apenas informa-lo sobre outros produtos que usamos no nosso dia-a-dia e que contaminam o ar das nossas casas trazendo posteriormente diversas consequências para a nossa saúde e, deste modo, leva-lo a ter em atenção a qualidade do ar interior, visto que mais de 95% do seu tempo é passado em locais fechados (residências, escritório, escolas, meios de transporte, repartições públicas, etc).

Tudo o que gere partículas pode ter efeitos na sua saúde, principalmente as partículas mais finas, uma vez que estas podem transportar substâncias tóxicas (sulfatos, nitratos, metais pesados e hidrocarbonetos) para as vias respiratórias atingindo os alvéolos pulmonares, provocando dificuldades respiratórias e por vezes danos permanentes. Temos como exemplo o fumo do tabaco e de lareiras, mas também alcatifas, estofos e tecidos podem contribuir negativamente para a sua saúde uma vez que libertam partículas e são também bons acumuladores de microorganismos.

Vários produtos que usamos no nosso dia-a-dia, como produtos de limpeza e de cosméticos contêm formaldeído. Este composto pode provocar cancro, além de irritação ocular, edema pulmonar e danos no tracto respiratório.

Também as tintas usadas nas paredes de sua casa ou do seu local de trabalho, assim como papel de parede de vinil, estuques, tapetes, alguns soalhos e móveis, libertam COVs (Compostos Orgânicos Voláteis), estes podem levar a náuseas, irritação ocular, leucemia, cancro da pele e do pulmão.

Como pode ver, há muita coisa que afecta a qualidade do ar interior e a qualidade deste é bastante importante para o nosso bem-estar e saúde. Assim passe a ter mais atenção aos produtos que usa em sua casa, pois muitas vezes achamos que estamos a “limpar oar ou a nossa casa”, quando na realidade estamos é a piorar a qualidade do ar da nossa casa! Por isso vou-lhe deixar um conselho bem simples, procure renovar o ar da sua casa, mas também não exagere criando correntes de ar =)

Adquira este novo hábito, tenha em atenção a qualidade do ar interior!

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fonte da imagem: images.google.com

fonte: conhecimentos adquiridos

Ruído, um problema ambiental e da saúde.

Antes de avançar para os problemas do ruído, é importante informar que existem várias categorias de ruído, são elas, ruído no interior dos meios de transporte, ruído proveniente de actividades domésticas, ruído dos veículos e infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias, ruído de aeronaves,  ruído de equipamento industrial e de exterior e maquinaria móvel.

Sabia que o ruído é um dos principais problemas ambientais na Europa?

A importância desta problemática deve-se aos efeitos nocivos para a saúde e bem-estar resultantes da exposição ao ruído ambiente. O efeito que o ruído tem na nossa saúde não é apenas a perda de capacidade auditiva, alias, os efeitos do ruído podem ser divididos em três categorias: (1) Efeitos psicofisiológicos, (2) Efeitos individuais, e (3) Efeitos sociais.

Como exemplo de efeitos psicofisiológicos temos a perda de capacidade auditiva que tanto pode resultar em surdez permanente ou em surdez transitória. O tipo de surdez depende das exposições ao ruído e da intensidade do mesmo. Outro exemplo é a perturbação do sono que pode levar à impossibilidade de dormir, ao despertar ou à diminuição da qualidade do sono, tendo como consequências: stress, problemas no sistema cardiovascular, digestivo ou imunológico. Também a exposição a ruídos intensos contribui para dores de cabeça, náuseas, instabilidade, irritabilidade, ansiedade, impotência sexual e alterações no afecto ou humor.

Como pode constatar pelos efeitos psicofisiológicos resultantes da exposição ao ruído este é realmente um grande problema para o bem-estar e saúde. Existem ainda mais efeitos que se encontram nas outras duas categorias, mas que não vou aqui enumerar, mas caso tenha curiosidade não hesite em perguntar 🙂

Devido aos efeitos na saúde e bem-estar, foi criada a Directiva 2002/49/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, que tem como objectivo evitar, prevenir e reduzir os efeitos prejudicais da exposição ao ruído ambiente. Trata-se de uma directiva que abrange apenas as principais fontes de ruído, por forma a proteger os receptores sensíveis ao ruído, tais como habitações, escolas, hospitais, áreas verdes protegidas, etc. No âmbito desta directiva tornou-se obrigatório em determinadas zonas de interesse a elaboração de mapas de ruído estratégico.

Através de um Mapa de Ruído de um determinado concelho é possível ter uma noção da distribuição do ruído desse mesmo concelho. Suponha que está a procura de casa, será que a rua onde está à pensar vir a morar não será demasiado barulhenta tendo posteriormente consequências na sua saúde e bem-estar?

Adquira este novo hábito, observe o mapa de ruído da sua zona de residência.

Ah, e se pensam que esta questão do ruído são “modernices”, fique a saber que em 44 a.C., Júlio César proibiu as carroças durante a noite em Roma 🙂

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fonte da imagem: images.google.com

fontes:

Conhecimentos adquiridos

Directiva 2002/49/CE do Parlamento Europeu e do Conselho

Decreto-Lei n.º 146/2006, 2006

Não faça da sua sanita um caixote de lixo

Um dos meus primeiros post’s foi alertar para o não colocar cotonetes pela sanita e dando uma leves luzes do funcionamento de uma ETAR, nesse mesmo post, referia também como as nossas acções recebem sempre uma resposta. Pode reler esse post aqui.

Hoje venho alertar de novo que a sanita não é um recipiente para colocarmos os nossos resíduos. Isto porque, no outro dia, uma senhora comentava comigo “Ah, desde que descobri que dar os medicamentos à farmácia é tudo um negócio para África, passei a deitar todos os meus medicamentos pela sanita”, foi então que informei a senhora que não o devia fazer, uma vez que ao deitar os medicamentos pela sanita estes dissolviam-se na água e, consequentemente, teriam efeitos na Natureza.

Para exemplificar, temos o caso de peixes machos com gónadas feminina, isto é, dentro dos órgãos sexuais masculinos desenvolveram-se órgãos sexuais femininos. Este acontecimento está relacionado com o facto da população feminina consumir a pílula, constituída por  hormonas femininas, e aquando das suas necessidades fisiológicas estas hormonas são excretadas. Se na ETAR não houver tratamento destes desreguladores endócrinos então estes terão o seu efeito na Natureza, neste caso, os peixes macho passam a ter gónadas femininas (se quiser saber mais e melhor sobre este caso exemplificativo veja aqui). Com outros medicamentos que não envolvam estas hormonas irão ocorrer outras reacções, consequentemente, não só afecta as outras espécies, como nos poderá afectar a nós se consumirmos estes peixes, ou outro animal afectado. É muito importante, que em cada acção nossa, não esqueçamos que tudo tem uma resposta, e por isso devemos ter acções o mais conscientes possíveis.

A senhora ficou muito admirada ao ter a noção deste seu acto e questionou-me “Mas se eu colocar no caixote de lixo ainda alguém os toma, ou até mesmo um animal”, eu sugeri a senhora “se não quer mesmo entrega-los na farmácia talvez, colocar no lixo de forma menos acessível, quer para as pessoas, quer para os animais, por exemplo, dentro de um frasco fechado, ou de uma garrafa de plástico fechada, e até pode incluir um papel a informar as pessoas para não consumirem. Assim os animais não acedem ao medicamento, e as pessoas se o acederem é por própria vontade, pois deixa lá a informação que não devem consumir”.

Adquira este novo hábito, não deite nenhum lixo pela sua sanita!

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fonte da imagem: run.unl.pt/bitstream/10362/1142/1/diniz_2005.pdf

A verdade sobre os edulcorantes

Esta semana enquanto fazia as minhas compras e observava os ingredientes de um dos produtos, comentavam comigo que o aspartame era cancerígeno. Portanto pôs mãos à obra e procurei informar-me melhor, esta semana esta é a minha partilha de informação convosco 🙂

O aspartame, assim como a sacarina, o ciclamato, o acesulfame de potássio e a sucralose, são edulcorantes/adoçantes. Um produto pode ter um adoçante ou mais que um.

De todos os edulcorantes referidos, o mais usado é sem dúvida o aspartame. Sendo este constituído por dois compostos das proteínas: o ácido aspártico e a fenilalanina. Estes compostos das proteínas existem nos ovos, queijo, leite, e em menor quantidade na banana.

Ao longo de mais de 30 anos, nunca se provou que os edulcorantes/adoçantes fossem tóxicos e muito menos cancerígenos. Na realidade até são úteis num plano alimentar de redução de peso e de tratamento da diabetes. Estes podem ser:

> adicionados a bebidas, lacticínios e cereais;

> cozinhados, desde que não cheguem a altas temperaturas;

> não devem ser usados em pessoas com fenilacetonuria.

A fenilacetonuria é uma doença genética que provoca nas pessoas a impossibilidade de metabolizar a fenilalanina (um dos compostos proteicos do aspartame), esta é detectada no teste do pezinho. Quando é detectada, as crianças até à adolescência têm de consumir o mínimo de fenilalanina. É importante referir que a quantidade de fenilalanina presente no aspartame é pequena quando comparada com a de outros alimentos proteicos, como, por exemplo, o ovo. Um comprimido de aspartame (por ex: Canderel) tem 11 mg de fenilalanina, já a clara do ovo tem 350 mg. Contudo, estes jovens não devem consumir o aspartame, por isso os alimentos com este aminoácido apresentam no rótulo a frase: “Contém uma fonte de fenilalanina”.

É também importante referir, como medida de precaução, não se deve dar edulcorantes a todas as crianças até aos dois anos de idade, e devem ser dados apenas em quantidades moderadas a crianças em geral.

Adquira este novo hábito, procure informar-se!

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fonte: livro da professora Isabel do Carmo

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